Depois de um longo fim de semana respirando poesia, a prosa hoje não poderia ter outro tema. Talvez, o fechar do círculo.
A minha relação com a poesia sempre foi de êxtase. Me lembro que, quando pequena, adorava ler “Isto ou aquilo” da Cecília Meireles. Li trocentas vezes. Adorava recitar, sozinha no meu quarto, poesias de Cassiano Ricardo, Drummond, Olavo Bilac e outros poetas da minha adolescência.
Mais tarde comecei a me encantar pelos poetas. Lia todas as biografias que me caiam nas mãos. E as que não caiam, buscava! Virei quase uma especialista em vidas e obras dos meus poetas.
Mas o meu contato direto com o homem poeta só aconteceu depois dos 30 anos. Foram contatos profissionais, mas só não babei por timidez! Com alguns deles até tive vários contatos e sempre me sentindo em êxtase intelectual – o que vale dizer: completamente emburrecida de tanta babação.
Na net, o contato mudou. Há quase dez anos atrás, conheci meu primeiro homem-poeta. Claro que me apaixonei por ele. Hoje, quando me lembro da nossa relação, sinto um misto de saudade e de diversão. Eu não era uma mulher apaixonada. Eu era uma tiete apaixonada. Ele fazia lindos hai-kais pra mim e eu ficava sem palavras. Sem palavras ainda fico, mas aprendi a dar um jeito na situação.
A cada hai-kai vindo na minha telinha, meu tesão aumentava. E era um tal de umidade constante que nem sei como não me liquidifiquei inteiramente.
Resolvemos nos encontrar. Meu primeiro encontro com alguém conhecido na net. Sonhei e fantasiei o encontro por uma semana. Seria no flat onde ele se hospedava sempre. Menos mal. Mais privacidade do que a entrada de um motel.
Não sei como passei pela portaria e pela identificação. Ao entrar no prédio já estava me sentindo na frente dele. Coração cantando, pernas dançando, mãos geladas, frio no estômago e um misto de tesão e medo.
Mal ouvi o som da campainha lá dentro e a porta se abriu. Um homem de 1,92m, olhos azuis, cabelos amarrados num rabinho de cavalo e uma boca... Parei na boca. Todos os meus sentidos estavam nos lábios amantes e no sorriso de menino grande. Sem palavras, cai em seus braços. Sumi no seu abraço e nem me importei. A última tentativa de racionalidade morreu ao ouvir sua voz recitando um hai-kai no meu ouvido. A partir daí, passei a ser apenas fêmea.
Saí de lá pisando nas nuvens. Sentindo-me meio amassada, mas com a felicidade cantando em decibéis altíssimos. No dia seguinte, a revelação. Fiz amor com a poesia, com o poeta. Do homem, já nem me lembrava muito.
Depois disso, evitei qualquer contato com os homens das letras, mas continuei em êxtase com a poesia. No mundo dos blogs voltei a ter contato com poetas e suas obras. Me apaixonei por muitos – homens e mulheres. Sou apaixonada por todos os poetas que leio. Femininos e masculinos. Não sou apaixonada pelo homem poeta – menos ainda pela mulher poeta, obviamente.
Mas o sonho de ter um poeta na minha vida continua. Sonhos não morrem nunca. Sonhos existem pra não morrerem mesmo!
Mas não era de tudo isso que queria falar hoje. Era só de poesia. Lógico que não vou reler nem refazer!
E para que o título faça sentido: sou o beija-flor, o Poeta é a flor, a Poesia é o néctar!
A minha relação com a poesia sempre foi de êxtase. Me lembro que, quando pequena, adorava ler “Isto ou aquilo” da Cecília Meireles. Li trocentas vezes. Adorava recitar, sozinha no meu quarto, poesias de Cassiano Ricardo, Drummond, Olavo Bilac e outros poetas da minha adolescência.
Mais tarde comecei a me encantar pelos poetas. Lia todas as biografias que me caiam nas mãos. E as que não caiam, buscava! Virei quase uma especialista em vidas e obras dos meus poetas.
Mas o meu contato direto com o homem poeta só aconteceu depois dos 30 anos. Foram contatos profissionais, mas só não babei por timidez! Com alguns deles até tive vários contatos e sempre me sentindo em êxtase intelectual – o que vale dizer: completamente emburrecida de tanta babação.
Na net, o contato mudou. Há quase dez anos atrás, conheci meu primeiro homem-poeta. Claro que me apaixonei por ele. Hoje, quando me lembro da nossa relação, sinto um misto de saudade e de diversão. Eu não era uma mulher apaixonada. Eu era uma tiete apaixonada. Ele fazia lindos hai-kais pra mim e eu ficava sem palavras. Sem palavras ainda fico, mas aprendi a dar um jeito na situação.
A cada hai-kai vindo na minha telinha, meu tesão aumentava. E era um tal de umidade constante que nem sei como não me liquidifiquei inteiramente.
Resolvemos nos encontrar. Meu primeiro encontro com alguém conhecido na net. Sonhei e fantasiei o encontro por uma semana. Seria no flat onde ele se hospedava sempre. Menos mal. Mais privacidade do que a entrada de um motel.
Não sei como passei pela portaria e pela identificação. Ao entrar no prédio já estava me sentindo na frente dele. Coração cantando, pernas dançando, mãos geladas, frio no estômago e um misto de tesão e medo.
Mal ouvi o som da campainha lá dentro e a porta se abriu. Um homem de 1,92m, olhos azuis, cabelos amarrados num rabinho de cavalo e uma boca... Parei na boca. Todos os meus sentidos estavam nos lábios amantes e no sorriso de menino grande. Sem palavras, cai em seus braços. Sumi no seu abraço e nem me importei. A última tentativa de racionalidade morreu ao ouvir sua voz recitando um hai-kai no meu ouvido. A partir daí, passei a ser apenas fêmea.
Saí de lá pisando nas nuvens. Sentindo-me meio amassada, mas com a felicidade cantando em decibéis altíssimos. No dia seguinte, a revelação. Fiz amor com a poesia, com o poeta. Do homem, já nem me lembrava muito.
Depois disso, evitei qualquer contato com os homens das letras, mas continuei em êxtase com a poesia. No mundo dos blogs voltei a ter contato com poetas e suas obras. Me apaixonei por muitos – homens e mulheres. Sou apaixonada por todos os poetas que leio. Femininos e masculinos. Não sou apaixonada pelo homem poeta – menos ainda pela mulher poeta, obviamente.
Mas o sonho de ter um poeta na minha vida continua. Sonhos não morrem nunca. Sonhos existem pra não morrerem mesmo!
Mas não era de tudo isso que queria falar hoje. Era só de poesia. Lógico que não vou reler nem refazer!
E para que o título faça sentido: sou o beija-flor, o Poeta é a flor, a Poesia é o néctar!