História de amor acontece assim: de repente o amor invade e abre caminhos, trilhas, atalhos. Absurdamente, espalha-se incendiando todos os espaços. As labaredas vão destruindo a razão deixando quente as costas que não mais se deitam.
De olhos fechados, ele era surdo aos murmúrios do avião. Pensava nestes novos caminhos que queimavam-lhe a visão e deixavam o coração balançando arritmicamente.
Tudo fugira ao seu controle. Ele queria sexo, ela queria amizade. Sexo para ela dependeria dos olhos, do toque, dos sinais do coração. Ele já a queria. Seu corpo rolando na cama nas várias noites insones o fizera estar ali.
Sabiam ambos do tesão que explodia nas noites da net. Mas não sabiam dos olhos nos olhos. Olhos que se prenderam em meio ao burburinho do shopping, levando-os a uma cama de motel.
Deitado ao lado dela descobrira: queria todas as suas manhãs emolduradas pelo raio de sol no corpo dela. Queria seu cheiro invadindo seu desejo. Queria os olhos brilhando nos seus. Ela sorrira e lhe beijara o peito. Não seria preciso dizer-lhe, ela jamais seria sua.
Ele queria amá-la todos os dias. Ela queria amá-lo vez ou outra.
Uma dor fina passou por suas entranhas. A dor de uma saudade insidiosa fazendo-se irmã gêmea do amor novo.
Abriu os olhos para nada ver. Seus olhos ficaram presos aos dela. Agora reconhecia-se também alma. Tarde demais. A alma emaranhara-se na dela. Ficara presa, enroscada no sorriso angelical da mulher que lacerara sua carne e instalara em si desejos desconhecidos. Descobrira que não há linha divisória entre o céu e o inferno. Ela fora capaz de levá-lo a transitar entre trombetas e o arder do fogo eterno.
Sua vida estava agora naquele sorriso. Ele se desconhecia e se reconhecia novo. Queria apenas chegar em casa e sorver o líquido do esquecimento temporário que varreria a dor do nada. Dormir nas lembranças, acordar na esperança.
Esperança que ele faria renascer a cada dia como flor que surge entre pedras
De olhos fechados, ele era surdo aos murmúrios do avião. Pensava nestes novos caminhos que queimavam-lhe a visão e deixavam o coração balançando arritmicamente.
Tudo fugira ao seu controle. Ele queria sexo, ela queria amizade. Sexo para ela dependeria dos olhos, do toque, dos sinais do coração. Ele já a queria. Seu corpo rolando na cama nas várias noites insones o fizera estar ali.
Sabiam ambos do tesão que explodia nas noites da net. Mas não sabiam dos olhos nos olhos. Olhos que se prenderam em meio ao burburinho do shopping, levando-os a uma cama de motel.
Deitado ao lado dela descobrira: queria todas as suas manhãs emolduradas pelo raio de sol no corpo dela. Queria seu cheiro invadindo seu desejo. Queria os olhos brilhando nos seus. Ela sorrira e lhe beijara o peito. Não seria preciso dizer-lhe, ela jamais seria sua.
Ele queria amá-la todos os dias. Ela queria amá-lo vez ou outra.
Uma dor fina passou por suas entranhas. A dor de uma saudade insidiosa fazendo-se irmã gêmea do amor novo.
Abriu os olhos para nada ver. Seus olhos ficaram presos aos dela. Agora reconhecia-se também alma. Tarde demais. A alma emaranhara-se na dela. Ficara presa, enroscada no sorriso angelical da mulher que lacerara sua carne e instalara em si desejos desconhecidos. Descobrira que não há linha divisória entre o céu e o inferno. Ela fora capaz de levá-lo a transitar entre trombetas e o arder do fogo eterno.
Sua vida estava agora naquele sorriso. Ele se desconhecia e se reconhecia novo. Queria apenas chegar em casa e sorver o líquido do esquecimento temporário que varreria a dor do nada. Dormir nas lembranças, acordar na esperança.
Esperança que ele faria renascer a cada dia como flor que surge entre pedras