Como um assaltante ele me coloca contra a parede. Seu corpo cobre o meu, sua boca morde minha nuca e seu membro pulsa em minhas nádegas. Amolecida entrego-me ao seu assalto. Por entre minhas coxas corre o líquido da minha excitação e meu coração ressoa forte nos ouvidos. O macho toma posse do fogo que o trouxe até ali.
Um cheiro forte anuncia o sexo esperado e muito desejado. A temperatura sobe a cada mordida dele e a cada gemido meu. A fêmea grita dentro de mim e solta-se em unhas e desejo.
Num único e brusco movimento ele me carrega para a cama. É o domínio do macho sobre a fêmea rendida. Primeiro são os olhos a comer-me o corpo: sinto-os correndo pelas coxas, costas e nuca. Depois as mãos traçam caminhos de fogo na pele prestes a explodir. Em seguida, a estocada fálica. Possante, invasor e doloroso seu membro enterra-se entre minhas nádegas. Meu grito ecoa pelas paredes caladas. Meu corpo se mexe entre a vontade de soltar-se e o desejo de estar eternamente preso ao seu assaltante.
Impiedoso, ele me penetra em toda a sua extensão. A dor me deixa insana para logo em seguida desaparecer. Em seu lugar, cresce a fome de engolir o macho e transforma-lo em presa do meu desejo. Trombetas angelicais misturam-se ao fogo infernal fazendo meu corpo ganhar vida e dançar loucamente. Entre gritos, gemidos e palavrões sinto seu jato queimando minhas entranhas. No mais alto pico da tensão meu gozo escorre quente por entre minhas pernas. Unimos nossos gritos, nossos líquidos e caímos sobre a cama.
Saciados, suados, cansados nos abraçamos. Da alta tensão fica a certeza do amor.